Este documento foi montado só com o que é público: o site, o mapa do catálogo, o perfil no Instagram e a biblioteca de anúncios do Meta. Nada aqui saiu de acesso a conta, senha ou relatório interno. O que vocês construíram é a parte cara. O que falta é a parte barata — e é ela que decide se o tráfego pago vira faturamento ou vira custo.
Antes de falar do que falta: a Qtok chega nessa conversa com três coisas que a maioria dos e-commerces que começam tráfego pago não tem. Audíncia própria, catálogo publicado e fabricação própria.
Fábrica própria em Viamão, checkout que fecha online, entrega para todo o Brasil e um canal de influenciador já validado com venda no caixa. Isso é operação construída, e leva meses. O que este diagnóstico trata é a camada que liga essa operação às plataformas de anúncio — e essa leva dias.
Essa é a decisão mais importante do documento. O quadro padrão e o quadro personalizado têm público parecido e operação oposta. Rodar os dois na mesma campanha é o erro que faz e-commerce de decoração queimar verba achando que o problema foi o criativo.
Campanha moderna não é escolher público, é ensinar a plataforma quem compra. Ela aprende com um sinal que sai do site e volta pra ela. Hoje esse sinal não existe — e isso é instalação, não reforma.
Varri a home e uma página de produto: nenhum código do Facebook/Instagram carrega ali. Na prática, se subir campanha hoje, o Meta não consegue ver nenhuma venda — nem para otimizar, nem para provar retorno. A campanha entrega para quem clica, não para quem compra.
Mesma varredura, mesmo resultado. Sem ela o Google também fica cego, e sem catálogo enviado ao Merchant Center não dá para usar o formato que mais vende em decoração: a foto do quadro aparecendo direto na busca.
Achei o GA4 rodando nas duas páginas. É um bom começo e mostra que alguém já se preocupou com medição. Só que o GA4 conta história, ele não alimenta campanha: quem otimiza anúncio é o pixel e a tag de conversão, e as duas ainda não estão lá.
O site chama o (51) 93618-9828 em 39 pontos; a bio do Instagram manda para o (51) 99267-5490. Quem atende não sabe de onde a pessoa veio, e nenhum dos dois devolve sinal para a campanha. Unificar é a decisão mais barata deste documento e a que mais muda o que dá para medir.
Na conversa do dia 18 ficou dito com todas as letras: a ação com o influenciador não vendeu mais porque não havia capacidade de atendimento, e a noite terminou com você e o Queiroz respondendo no Instagram até as três da manhã. Esse é o dado mais importante que existe sobre a Qtok, e ele muda a ordem do plano.
Recebe a foto, apresenta a prévia personalizada, mostra os tamanhos com o preço de cada um e fecha o pedido dentro da própria conversa, com Pix ou cartão. Depois do pagamento a pessoa segue o cadastro na loja normalmente. Foi assim que a gente desenhou na reunião: o cliente não sai do WhatsApp para comprar, porque comprar por ali é o que ele já sabe fazer.
Ajuste fino de arte quando o cliente pede alteração, negociação e pedido fora do padrão. Aí a IA para e entrega a conversa já resumida para a pessoa. Ninguém recomeça do “oi, tudo bem?” — e ninguém precisa estar acordado para o pedido simples entrar.
Consultei a biblioteca de anúncios do Meta hoje, filtrando por “quadro decorativo” no Brasil. O número explica bem o tamanho da disputa — e mostra que o mercado se divide em dois grupos bem diferentes.
O ponto prático: a Qtok tem o insumo do grupo 1 e hoje opera como grupo 2. Trocar de grupo não exige produto novo nem foto nova — exige o catálogo conectado e o sinal de compra voltando para a plataforma. É a mesma lista de tarefas da seção 03.
Três fases. A primeira não gasta mídia, só instala. A segunda liga o motor que se paga sozinho. A terceira abre o personalizado, quando o atendimento já aguenta.
Pixel do Meta com envio pelo servidor, tag de conversão do Google, feed dos 343 produtos no Merchant Center e no catálogo do Meta, um só número de WhatsApp com origem identificada, e a página do Facebook arrumada para receber anúncio. Ao fim disso vocês já conseguem responder quanto vale um visitante — coisa que hoje ninguém responde.
Catálogo rodando no Meta e no Google com os itens que já existem, mais remarketing para quem entrou no site e para os 29 mil seguidores. Aqui a meta não é volume, é descobrir quanto custa uma venda em cada canal. Com esse número na mão, aumentar verba deixa de ser aposta.
IA recebendo a foto, montando a prévia, mostrando tamanho e preço e fechando o pedido no Pix ou no cartão dentro da conversa, com humano entrando só no ajuste de arte. Aí sim entra verba na sazonalidade — clube, fé, datas — e o conteúdo que os influenciadores já produziram vira criativo pago, aproveitando o que vocês já pagaram para gravar.
Nada disso exige trocar de plataforma, refazer o site ou parar de vender enquanto arruma. A lista é curta de propósito.
Não “quanto custou o clique” nem “quantas pessoas alcançamos”. Quanto custa uma venda, separado por canal e por tipo de quadro. Esse é o número que decide se vale escalar, se vale entrar no marketplace depois e quanto dá para pagar por um influenciador sem apertar a margem.
Enquanto esse número não existir, qualquer conversa sobre verba é palpite — de qualquer agência, inclusive da nossa.
Com o painel da loja e o gerenciador do Meta liberados, a fase 1 começa no mesmo dia e não depende de mais nenhuma reunião. Nenhuma conta muda de dono: entramos como parceiro convidado, e o que for construído fica com vocês mesmo que um dia a gente pare de trabalhar junto.
Se preferir começar menor, dá para instalar só a medição primeiro e decidir a verba depois de ver o dado — nessa ordem vocês não gastam mídia enquanto o sinal ainda não está de pé.